segunda-feira, 28 de novembro de 2016

NOTA DA AMPLIADA ESTADUAL DAS CEBs

"Eu vi e ouvi o clamor do meu povo e desci para libertá-lo" (Ex 3, 7)

Nós, representantes das CEBs das dioceses no Rio Grande do Sul, integrantes da Coordenação Ampliada estadual, reunidas/os no Rio Grande, 26 e 27 de novembro de 2016, diante da gravidade da situação em que vive o nosso país, reafirmamos integralmente a nota da CNBB sobre a PEC 241, esta já aprovada pela Câmara Federal e agora tramitando no Senado, como PEC 55. 
Concordamos que se trata de retrocesso histórico e um massacre aos direitos conquistados, bem como a diminuição da qualidade de vida do nosso povo. Como diz a nota da CNBB, “esta PEC é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros e amortização da dívida, não taxa as grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.”
Reafirmamos, como Comunidades de Base, que queremos ser fermento de uma nova sociedade, assumindo a defesa e ampliação da Democracia e dos Direitos, em especial os direitos dos mais pobres, participando do fortalecimento da organização popular e impulsionando o PROTAGONISMO dos pobres, por onde passam as transformações que sonhamos e buscamos.
Acreditamos que a mobilização popular e da sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política, como já afirma a nota da CNBB. Para ajudar a reverter essa situação renovamos o nosso compromisso de denunciar a perversidade desta PEC e de ajudar a fortalecer os Comitês Populares e as diversas frentes que estão nesta luta.
Queremos fazer nossas as palavras do Papa Francisco que nos impulsionam a sermos testemunhas do Evangelho de Jesus. "Para o cristão é uma obrigação envolver-se na política. Nós, como cristãos, não podemos fazer como Pilatos: lavar as mãos. Não podemos! Devemos nos envolver na política, pois, a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o Bem Comum. A política está suja por quê? Não será porque os cristãos se envolveram na política sem o Espírito do Evangelho? Os leigos cristãos devem trabalhar na política! É um dever trabalhar para o Bem Comum, é um dever do cristão".
Não à PEC 55!
Pela Democracia e Nenhum Direito a Menos!
      Pela auditoria cidadã da dívida pública!
Rio Grande, 27 de novembro de 2016



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